Quanto custa móveis planejados em Maceió? O que forma o preço
Marcenaria, ferragens, bancada, iluminação e montagem: quanto cada item pesa no orçamento e o que faz o valor de uma cozinha variar de R$ 14 mil a R$ 70 mil.
É a primeira pergunta de quase todo cliente, e a resposta honesta é desconfortável: não existe preço de móvel planejado. Existe preço de um projeto específico, para uma planta específica, com materiais específicos. O que dá para fazer — e é o que este texto se propõe — é abrir o orçamento e mostrar quanto cada decisão pesa.
As faixas que praticamos em Maceió
| Perfil de projeto | Faixa usual | Característica |
|---|---|---|
| Cozinha compacta | R$ 14 a 24 mil | Até 6 m² de marcenaria, MDF texturizado, ferragem nacional |
| Cozinha média | R$ 24 a 42 mil | 8 a 12 m², mix de texturizado e laca, ferragem importada |
| Cozinha ampla | R$ 42 a 70 mil | Ilha, iluminação embutida, bancada em pedra natural |
| Alto padrão | Acima de R$ 70 mil | Peças especiais, acabamento diferenciado, integração com gourmet |
Importante: essas faixas se referem apenas à marcenaria e ao que produzimos. Eletrodomésticos, revestimento de piso e parede e obra civil entram por fora.
Como o orçamento se decompõe
Em uma cozinha média, a distribuição costuma ser esta:
- Marcenaria (estrutura, portas, acabamento): 45% a 55% — é onde a escolha de material mais pesa.
- Ferragens e sistemas: 12% a 20% — corrediças, dobradiças com amortecimento, sistemas de canto.
- Bancada: 10% a 18% — varia muito conforme o material escolhido.
- Iluminação embutida: 3% a 6% — fitas, perfis e fontes.
- Projeto e medição: 5% a 8%.
- Montagem e transporte: 8% a 12%.
As cinco decisões que mais mexem no valor
1. O acabamento das portas
Entre um MDF texturizado e uma laca fosca, a diferença no custo da frente pode ser de 2 a 3 vezes. Como as portas são a maior área visível, é a decisão de maior impacto — e a mais fácil de ajustar sem perder qualidade: usar o acabamento nobre só na ilha e nos superiores é uma composição que funciona bem.
2. A bancada
Granito, quartzito, porcelanato em chapa e superfície sólida têm faixas bem distintas. Em uma cozinha com 4 m de bancada, mudar de granito para quartzito pode significar R$ 6 a 12 mil de diferença.
3. As ferragens
Corrediças com amortecimento e dobradiças com abertura assistida entregam conforto real — e são a diferença entre um armário que envelhece bem e outro que começa a desregular no segundo ano. É o item onde menos recomendamos economizar, ainda mais no litoral.
4. A quantidade de gavetas
Gaveta custa mais que prateleira: exige corrediça, frente, caixa e usinagem. Uma torre de 4 gavetas pode custar o dobro de um módulo com porta e duas prateleiras. Em compensação, é o que mais melhora o uso diário — a conversa é sobre onde ela realmente faz falta.
5. A complexidade do desenho
Curvas, portas sem puxador, marcenaria contornando pilar e nichos iluminados exigem mais horas de projeto e acabamento. Nada disso é supérfluo quando resolve um problema real — mas vale saber que cada um tem custo.
Onde dá para economizar sem se arrepender
- Padronizar larguras de módulo reduz desperdício de chapa.
- Concentrar o acabamento nobre onde ele é visto.
- Usar prateleira em vez de gaveta onde a rotatividade é baixa.
- Evitar mudar pontos hidráulicos: a obra costuma custar mais que o ganho.
E onde não recomendamos economizar: ferragens, estrutura em área úmida e iluminação de tarefa. São itens de custo baixo e impacto alto na satisfação depois.
O caminho mais rápido para o seu número
Uma faixa genérica ajuda a se orientar, mas não substitui o seu projeto. Nosso simulador devolve uma faixa de referência a partir do ambiente, do porte e dos acabamentos — em cerca de dois minutos e sem visita.
Para ver essas decisões na prática, vale olhar a cozinha integrada na Ponta Verde e a página de cozinhas planejadas.

